Sinto-me bem. Tranquilo, confiante e seguro. Me sinto leve, sem culpa, sem pesos. Nessas horas penso como é interessante a transitoriedade humana. Ora nos sentimos frágeis como um livro antigo que se despedaça ao ser tocado. Ora parece que nada nos destruirá, que tudo é maravilhoso e belo. Vocês podem verificar isso somente lendo textos anteriores desse blog. Mas por incrível que pareça, toda aquela fragilidade agora parece uma rande besteira. Porque me afligi tanto? Porque me senti tão vulnerável? Não posso responder nada. Da mesma forma que agora me sinto invensível, posso mudar para um estado semi-depressivo. O que será? Pressão? Medo? Creio que ninguém consiga compreender a complexibilidade da psiquê humana. Aqueles que crêem ter desvendado seus mistérios certamente não a analisaram mais á fundo. Mas continuo nesse impasse, vivendo como muitos, ciênte como poucos, e indescritívelmente auto-inexplicável. Tranquilidade
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Sinto-me bem. Tranquilo, confiante e seguro. Me sinto leve, sem culpa, sem pesos. Nessas horas penso como é interessante a transitoriedade humana. Ora nos sentimos frágeis como um livro antigo que se despedaça ao ser tocado. Ora parece que nada nos destruirá, que tudo é maravilhoso e belo. Vocês podem verificar isso somente lendo textos anteriores desse blog. Mas por incrível que pareça, toda aquela fragilidade agora parece uma rande besteira. Porque me afligi tanto? Porque me senti tão vulnerável? Não posso responder nada. Da mesma forma que agora me sinto invensível, posso mudar para um estado semi-depressivo. O que será? Pressão? Medo? Creio que ninguém consiga compreender a complexibilidade da psiquê humana. Aqueles que crêem ter desvendado seus mistérios certamente não a analisaram mais á fundo. Mas continuo nesse impasse, vivendo como muitos, ciênte como poucos, e indescritívelmente auto-inexplicável. Postado por Vinicius Neres às 01:35 0 comentários
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Reciprocidade ou morte!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Hoje vos trago um texto digno de nossa leitura; de um grande teólogo, filósofo, escritor e defensor da prática de sustentabilidade. Leonardo Boff desistiu da carreira eclesiática há alguns anos e passou a dedicar-se a atividades realmente importantes, relacionadas ao meio-ambiente que não conservamos. É sobre isso que o texto abaixo aborda. O cara é tão bom, que prefere andar de ônibus a avião em suas longas viagens pelo Brasil afora; por tratar-se de um transporte coletivo, em que menor quantidade de CO2 é liberada à atmosfera.
Postado por Vinicius Neres às 16:16 1 comentários
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Sobre a natureza do homem
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Postado por Vinicius Neres às 21:00 0 comentários
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Mistérios de Fernando Pessoa
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Uma coisa me intrigou nisso que li. Fazendo uma pesquisa sobre o grande Mestre português, deparei-me com um texto de sua autoria. Confuso. Misterioso. Sabem vós por que! Datilografada e assinada pelo escritor em 30 de Março de 1935. Publicada pela primeira vez, muito incompleta, como introdução ao poema À memória do Presidente-Rei Sidónio Pais, editado pela Editorial Império em 1940. Publicada em versão integral em Fernando Pessoa no seu Tempo, Biblioteca Nacional, Lisboa, 1988, pp. 17–22. Abaixo, na íntegra:Nome completo: Fernando António Nogueira de Seabra Pessoa.
Postado por Vinicius Neres às 17:43 0 comentários
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Duas frases e um humor ácido
— Eu queria propor-lhe uma troca de idéias...
— Deus me livre!
Postado por Vinicius Neres às 17:35 1 comentários
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Análise Econômica da Sociedade Contemporânea
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Obra: La liberté guidant le peuple - Eugène Delacroix
Postado por Vinicius Neres às 20:47 0 comentários
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Estrela das ruas
Inspirado por acontecimentos autênticos.
Postado por Vinicius Neres às 20:32 0 comentários
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Gestação mental
domingo, 25 de outubro de 2009
Parido de minha mente na madrugada de Sábado, 25 de Outubro de 2009.
Postado por Vinicius Neres às 01:13 0 comentários
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A incapacidade de ser verdadeiro
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Postado por Vinicius Neres às 23:10 0 comentários
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"Não vá o sapateiro além do sapato"
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
De José Maurício Guimarães
Ouvi dizer que Carlos Heitor Cony aproveitou a onda. Não sendo músico, disse que a melodia é bonitinha, mas a letra é complicada, difícil de ser memorizada e compreendida por parte dos jovens. "Os Lusíadas", "Os Sertões" e "Matéria de Memória" também são de difícil compreensão por parte dos menos letrados; difíceis de serem memorizados e, até certo ponto, complicadíssimos. Nem por isso devem ser mutilados, reduzidos ou resumidos. Pândega geral na terra de Cabral! Patuscadas!
Quanto aos jovens, garanto que eles sabem de memória os roteiros dos mais complexos games, as imbricadas senhas e labirintos da internete. Façam um teste: todos sabem que Sepp Maier, Karl-Heinz Rummenigge, Rudi Völler, Michael Ballack, Miroslav Klose, Andreas Brehme, Oliver Kahn, Andreas Möller, Karlheinz Förster, Wolfgang Overath, Bernd Schneider, Torsten Frings e Harald Schumacher são jogadores de futebol na Alemanha. Quem pensava que eram músicos da Orquestra de Câmara de Berlim, errou! Portanto, não há desculpas. Parem de reclamar que nosso Hino tem duas partes. Se "La Marseillaise" tem sete partes incluindo um "couplet des enfants"; se o do Estados Unidos da América, "The Star-Spangled Banner", tem 4 estrofes enormes, por que nosso Hino haveria de se contentar com menos?Parece que essa gente está apressada para acabar logo a música e atacar no coquetel. E ninguém reclama dos malditos discursos dos puxa-sacos que alongam desnecessariamente as solenidades.
Extravagância: Em recente programa da CBN, uma respeitável senhora apareceu com uma "letra" para a introdução do Hino. Achei admirável o vigor daquela senhora e o entusiasmo com que ela defende o civismo. Ela está certíssima. Mas, essa "letra de introdução" é pirataria. Por descuido das autoridades, a monstruosidade foi contrabandeada para dentro do Hino por volta de 1880. A façanha foi atribuída ao Exmo. Sr. Dr. Américo de Moura Marcondes de Andrade, político que presidiu as províncias do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Devia viajar de cá prá lá o tempo todo. Visando matar o proverbial tédio dos políticos e não conhecendo nada sobre a estrutura das marchas, o Exmo. Sr. Dr. bolou uma letra canhestra para a introdução. O monstrengo tem mais sílabas do que as notas musicais da melodia; o efeito final é ridículo. Um monstro de Frankenstein cheio de emendas e parafusos. Haja língua e glote para pronunciar aquilo tudo em tempo marcial: "Que todos cumprais(sic!)...Gravai o buril Nos pátrios anais...Eia avante!...O lábaro erguei!...Eia sus, oh sus!" Felizmente, excluíram esse mau gosto e o "sus" que faz lembrar o Sistema Único de Saúde.
O compositor Francisco Manuel da Silva fundou o Conservatório do Rio de Janeiro, origem da atual Escola de Música da Universidade Federal. Foi regente do Teatro Lírico Fluminense, cantor da Capela Real, integrante da orquestra da mesma instituição, violoncelista na corte de D. João VI, violinista, e organista. Organizou e dirigiu conjuntos musicais, destacando-se como regente e primeiro incentivador do ensino musical no país. Respeitemos esse brasileiro. Grande conhecedor dos estilos musicais da época, jamais teria admitido "letra" numa introdução orquestral; isso não existe nem aqui, nem na Republiken Lettland nem em Isla Navarino. Dessa forma, Francisco Manuel da Silva e o poeta, crítico literário, professor e ensaísta brasileiro Joaquim Osório Duque Estrada jamais pensariam numa presepada desse quilate: letra na introdução!
Postado por Vinicius Neres às 17:25 0 comentários
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Grande homem
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Postado por Vinicius Neres às 21:23 0 comentários
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Desabafo
A natureza humana é algo muito complexo para a compreensão de nós, mortais. Personalidades distintas em um mundo, um conglomerado de idéias, opiniões, e modos de vida praticamente incompatíveis entre si, mas que nosso modo de vida obriga a condensar em núcleos familiares e sociais tão complexos quanto às personalidades que os compõem.Mas infelizmente a vida como compreendemos hoje se sustenta nessa hipocrisia. A sociedade nos obriga a nos mantermos ligados a cada vez mais pessoas, ter muitos amigos, companheiros, colegas... São raros os que conseguem se libertar dessa maquinação em que vivemos. A mediocridade humana não se restringe, por isso, a seus próprios seres, mas estendem-se a todos os membros do grupo social de que esse ser humano faz parte, contaminando as reles e fracas mentes.
É assim que surgem as “tribos”, os padrões comportamentais, a homogeneidade de idéias bestas e absurdas que assola a sociedade contemporânea. Vivemos em uma selva. Orgulhamo-nos tanto de ter desenvolvido toda essa tecnologia que nos cerca, todo esse mundo monocromático de que somos tão ligados que não percebemos que a única coisa que fizemos foi reconstruir a selva a nosso modo. O ser humano é um predador natural de seres humanos, que a tecnologia fez com que nos autodestruíssemos sem tocar uns nos outros. Fazemos isso através da manipulação de mentes. Sofremos isso diariamente através do inferno kafkiano de que somos submetidos pelo modo de vida apressado, violento, e tão orgulhosamente chamado de moderno. A violência, a fome, a miséria... São apenas sintomas do enorme doença que se espalha pelas mentes humanas... Augusto Cury é extremamente exato quando diz que vivemos em um manicômio global. Padrões doentes de consumo, de personalidades e de beleza são jogados em nossa mente tão constantemente quanto o movimento de nossos pulmões.
Entretendo quem é forte o suficiente para suportar isso? A loucura global não se estende apenas a essas pessoas que chamamos vulgarmente de povo. Ao dissertar, fazemos referência a esse povo que se fossem um grupo afastado, longe de nossa realidade, um exemplo a não ser seguido. O povo é o causador da corrupção, o povo é manipulado, o povo é alvo da mídia... Mas e nós? Nós não somos povo? Não fazemos parte dessa massa que vive marcada com esses padrões como gado em uma fazenda? Os privilegiados economicamente não são apenas um subgrupo desse povo, e que é classificado por seu grau de sociabilidade, que, de forma tão comum, chamamos de status social? Esses status é que define o quão aceito você é nessa selva que construímos. Pessoas lutam por esse status. Pessoas morrem por esse status.
Às vezes a vontade é que temos – que tenho – é de jogar todos esses padrões, essas porcarias que nos cercam, e abandonar essa selva para a selva de que viemos originalmente. Meu plano de fuga é frustrado, como vocês devem perceber. Se isso acontecesse, não estaria aqui escrevendo isso nesse computador. A verdade é que sou um fraco. Fascinado pelo semi-status que tenho, e pelo que posso adquirir ao trilhar o caminho que sigo. Todas essas críticas, fundamentalmente, são para mim. Talvez isso seja vergonhoso para alguém. Nunca tive vergonha de dizer o que eu penso, e sou um autocrítico sim. A vida segue e se desenrola com mediocridade. Eu e a enorme maioria dos jovens desse mundo ainda ficamos aqui, devaneando com nossos desejos e medos inexpressáveis, movidos apenas pela paixão e pela esperança de um dia fazer algo decente. Algo realmente decente. Não venham me contar histórias de bebedeiras sem precedentes, viagens regadas a álcool e energéticos, baseados de juventudes frustradas, “pegações”, festas “maneiras” ou quaisquer orgias que lhes venham à mente. Nada disso me interessa, nem nunca me interessou.
Sou ainda apenas mais um nesse mundo, mas que não se encaixa nas concepções de juventude que se tem. Quem sabe a vida me mostre que tudo isso foi em vão. Que fui apenas um cara estranho, em um mundo de loucos. A rebeldia não me interessa. Isso não é um manifesto. É apenas um espaço em que estou jogando tudo que me vem da mente. Estou em harmonia comigo mesmo. Acho que isso, no fim, é o que importa. Quanto talvez à remota possibilidade de alguém que compartilha esses meus ideais, um conselho:
Audi, vide, tace, si vis vivere in pace.
Obrigado pela paciência!
Vinicius” Neres
Postado por Vinicius Neres às 19:52 0 comentários
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A revolução da energia limpa
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Postado por Vinicius Neres às 17:03 0 comentários
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Vergonha nacional
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Apesar das tentativas de reabertura das representações e denuncias contra José Sanery pela oposição, nada disso foi conquistado, e o presidente do Senado saiu ileso. O que mais causa indignação é que, para que as investigações seguissem adiante, precisava-se dos votos da bancada governamental do PT. Esse partido, na condição de poder que agora ocupa, deveria ser o primeiro a requisitar investigações de denúncias tão sérias quanto às dirigidas à Sarney. Contudo, com medo de perder o apoio do PMDB, e todo o controle das casas legislativas que ele representa, a recomendação do governo foi para que os votos dos Senadores petistas fossem contra a investigação; recomendação de fato seguida pelos Senadores votantes. Essa medíocre atitude fere as origens petistas, e zomba dos eleitores fiéis ao partido. É visto que o partido dos trabalhadores já não é mais o mesmo.
O povo brasileiro, em toda a sua inércia racional e reacional vive, lê e convive com esses fatos como algo banal. Hoje em dia poucas coisas causam espanto mesmo. Cada vez mais, coisas anormais são encaradas com naturalidade; e isso somado a amnésia coletiva da população, torna o Brasil um paraíso político e comportamental para falcatruas e atitudes abomináveis.
Em que lugar em toda a face da terra um ex-presidente da República que sofreu impeachment e um ex-presidente do Senado – que se obrigou a afastar-se do poder por denúncias de corrupção e irregularidades administrativas – têm coragem de defender um colega parlamentar de acusações de corrupção? De onde surge todo esse descaramento? Certamente da certeza de que basta ficar quietinho e discreto que a população brasileira varrerá os seus escândalos e falcatruas da mente coletiva brasileira. Assim foi Collor, assim foi Renan Calheiros, assim foi Daniel Dantas, o “mensalão”, a CPI dos Correios e suas derivadas... Assim foi a Ditadura Militar. Esquecida. Bendita é a mídia que vez ou outra nos lembra de tudo isso, mas nem os jornalistas, pobrezinhos, dão conta de nos lembrar do passado com tantas novidades que surgem dia-a-dia nessa imensurável fauna parlamentar brasileira.
Enquanto isso Sir Ney continua seu triunfo, Lula continua a insistir em Dilma Roussef, os petistas continuam a decepcionar-se, e nós, povo, seguimos com nossa vida. Afinal, do que podemos reclamar? Quem os empregou fomos nós.
Postado por Vinicius Neres às 13:05 0 comentários
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Um pensamento
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Postado por Vinicius Neres às 16:51 0 comentários
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Mediocridade mental
domingo, 9 de agosto de 2009

Que Minerva me dê Sabedoria o suficiente para processar tanta asneira, e que Moria seja generosa o suficiente para me permitir o esquecimento e a tranqüilidade.
Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que dizem.
Postado por Vinicius Neres às 17:20 0 comentários
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Porcos voadores...
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Mas vamos parar de devanear, e vamos ao assunto de que comecei esse post: O TÍTULO. Ad atra per alia porci é uma frase em latim. Sua tradução literal é "Às estrelas, nas asas de um porco". Parece meio sem nexo, mas a história a história por trás dela é interessantíssima. É a história de um menino que foi desacreditado pelo seu professor. Esse menino, John, disse ao seu profossor que gostaria de ser Escritor, e o professor respondeu-lhe dizendo que John só seria Escritor quando os porcos voassem. Assim, desde seu primeiro livro publicado, John Steinbeck usava como última fase do livro essa belíssima pérola, como prova que a dedicação e a força de vontade são os alicerces para o sucesso, independente da descrença das pessoas que nos cercam. Lembro que Steinbeck, inclusive, ganhou o prêmio Nobel de Literatura no ano de 1962, e é reconhecido até hoje como um dos maiores escritores dos Estados Unidos. Abaixo segue uma peguena Biografia dessa personalidade com essa história fascinante de sucesso:Postado por Vinicius Neres às 16:36 0 comentários
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A construção da igualdade
domingo, 11 de janeiro de 2009
O triunfo eleitoral de Barack Obama, que ontem era saudado como o “primeiro presidente do século 21″ pela importância que os Estados Unidos e o mundo estão conferindo à sua chegada à Casa Branca ao fato de ser ele o representante de uma minoria historicamente discriminada, recolocou a questão racial não apenas com tema de debate, mas especialmente como um novo passo para um avanço histórico. Obama é o negro que a História escolheu para transformar o que até agora era ficção, explorada no cinema e na literatura, em conquista emblemática para seu país e para a própria comunidade humana. O racismo é uma excrescência do comportamento que não encontra justificativa nem na igualdade radical dos homens, nem nos estudos de genética, nem na evolução da trajetória do homem no planeta. Pois o conceito de igualdade dos homens, independentemente de cor ou de gênero, ganha extraordinário dinamismo e propulsão com a vitória do primeiro negro, depois de 43 brancos anglo-saxões, ao que é hoje o cargo mais poderosos do planeta.Há uma sensação de página virada na história do racismo e da discriminação racial. Se, como os cientistas atestam, só existe uma raça, a humana, qualquer diferença ou discriminação com base nesse conceito é irrelevante e injustificada. Evidentemente, depois de milênios de separação e de dominação com base em diferenças ditas raciais, não será pela ação esclarecida de algumas poucas gerações que tal verdade será acatada. O preconceito é uma erva que empesta as relações humanas, hiberna nos esconderijos das sociedades e sobrevive em gestos, em palavras e até por trás de mecanismos psicológicos inconscientes. A mais conhecida das lutas recentes contra o racismo é exatamente a da sociedade norte-americana, onde hoje se elege um presidente negro, mas onde há menos de cinco décadas os negros ainda eram proibidos de ocupar os bancos dianteiros dos ônibus ou de doar sangue a brancos, floresciam associações como a Ku Klux Klan, e ativistas como o pastor Martin Luther King e seus sonhos eram calados a tiros. Luther King, no seu famoso sermão “I have a dream”, sonhava com um país em que seus quatro filhos seriam julgados “não pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter”. Pois com a chegada de Obama à Casa Branca, o país daquele visionário pastor dá um passo importante em direção à concretização de seu sonho, além de evidenciar uma vitória inequívoca de todos os que, de qualquer origem, cor, partido ou nação, postaram-se a favor da igualdade. É evidente que muda alguma coisa quando um negro com nome árabe vence todas as barreiras e todos os preconceitos. Barack Hussein Obama fez História.
O Brasil e o mundo têm lições a aprender. A mais evidente delas é que a luta pela igualdade democrática é um processo que se constrói política e socialmente, mas que tem como pilar indispensável um sistema educacional inclusivo e democratizante. Sem educação, a mobilidade social estará emperrada e a própria sociedade permanecerá refém de suas limitações, de suas desigualdades e de seus preconceitos.
Postado por Vinicius Neres às 00:36 0 comentários
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