A constante e sucessiva busca por energia no mundo contemporâneo é algo banal em nosso dia-a-dia. Fontes de energia, métodos para seu melhor a aproveitamento, e pesquisas e teses sobre o assunto são fundamentais para que estude e se aproveite os recursos energéticos que a natureza nos oferece. O maior problema de tudo isso, contudo, é que o uso desenfreado das fontes de energia que a natureza nos disponibiliza está destruindo-a, e por conseqüência esgotando esses mesmos recursos. A conciliação entre desenvolvimento e responsabilidade ambiental, hoje, figura entre os maiores problemas a serem solucionados pelos grandes pesquisadores.
No meio de todo esse conflito nos perguntamos: Qual será a solução? O que suprirá a demanda energética que cresce geometricamente ano após ano? E o pior. Como é que faremos isso sem desgastar a fonte provedora de tudo isso, a natureza? A cultura da utilização de combustíveis fósseis e usinas termoelétricas no mundo – uma vez que o Brasil é uma exceção por obter a maior porção de sua energia elétrica por usinas hidrelétricas – é algo impregnado no cotidiano do ser humano. Esse apego, essa cultura é a maior barreira a ser transposta por essa “Revolução Energética”. Os combustíveis fósseis – petróleo, carvão e gás natural – são a matéria prima para a fabricação da vida como a entendemos hoje.
Pensando nisso, e cientes de que todo esse consumo excessivo de energias não-renováveis não será perpétuo, há anos cientistas vem apresentando soluções para o problema da carência energética. Na questão das termoelétricas, sabe-se que com a queima do carvão, ou do gás natural, há produção de gases causadores do efeito estufa – e todos os eventos relacionados que presenciamos constantemente nos noticiários. Sugere-se como solução a substituição dessas usinas, bem como das usinas termoelétricas nucleares – problemáticas por sua produção de lixo radioativo – por usinas hidrelétricas. Apesar do impacto ambiental local dessas construções, uma vez que é necessário o deslocamento da fauna do local da formação do lago da usina, a maior vantagem desse tipo de energia, e que se sobressai entre todas as usinas de produção de eletricidade, é a produção de energia sem poluir o meio ambiente; sendo ela classificada como energia limpa por isso.
No caso dos combustíveis fósseis, pode-se dizer que o Brasil anda a passos largos nessa tecnologia. Além de nosso já conhecido Etanol – chamado popularmente de Álcool combustível – a tecnologia produzida em solo brasileiro de produção do chamado biodiesel é revolucionária. Segundo o site do governo federal, “O biodiesel é um combustível biodegradável derivado de fontes renováveis, que pode ser obtido (...) a partir de gorduras animais ou de óleos vegetais, existindo dezenas de espécies vegetais no Brasil que podem ser utilizadas, tais como mamona, dendê (palma), girassol, babaçu, amendoim, pinhão manso e soja, dentre outras. (...)”. Em síntese, a qualidade principal do biodiesel é não agredir a natureza através de sua degradação natural e rápida. Hoje, o Brasil já adiciona cerca de 2% de biodiesel no óleo diesel comum - mistura chamada de B2 - e através disso, gradativamente está incluído esse combustível alternativo na vida do povo brasileiro.
O que se deve observar também é que a preservação ambiental e o aproveitamento sustentável de energia não ocorrem somente em grandes escalas. É possível, e importante, que nós, pessoas comuns, ajudemos nessa batalha. Atitudes simples como a utilização de aparelhos de baixo consumo de energia elétrica e a troca de lâmpadas incandescente por lâmpadas fluorescentes é prático, fácil e fundamental. O caso das lâmpadas, tomando por exemplo, é muito expressivo. As lâmpadas fluorescentes têm durabilidade dez vezes maior às incandescentes - as tradicionais e praticamente imutáveis desde Thomas Edison - uma vez que estas aproveitam melhor a energia utilizada, já que a transformação da energia elétrica é muito mais aproveitada em luz do que em calor - fator que faz superaquecer aquelas e diminui a sua durabilidade.
Por fim, deve-se observar que a transição energética de que tanto necessitamos não é algo fácil. Pelo contrário, a mudança do modo de vida da população é extremamente desgastante e árduo. Porém, acima de tudo, essa mudança é necessária para que nossos hábitos de consumo e conforto de perpetuem. A demanda de energia cada vez maior assusta estudiosos do mundo inteiro, principalmente por causa dos impactos ambientais que o método de produção energética atual causa. Por isso devo reafirmar: primeiro mudam-se conceitos, para mudar hábitos, e por conseqüência, mudar todo um sistema já incorporado à nossa vida. Em resumo: a mudança precisa partir de nós. É nosso dever mudar o sistema atual para que possamos manter nossa existência. E isso precisa começar agora!
Vinicius" Neres


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