A natureza do homem é estranhíssima. Sim, estranha ao extremo. Conciliar opiniões, idéias, críticas, sugestões, reclamações, confrontos abertos... Não é simples. É estranho. Intrigante. É inconcebível. Talvez as religiões e mitologias expliquem isso, mas a ciência, principalmente as ciências extremamente racionais, arrastar-se-ão pela eternidade se basearem-se apenas na observação e experimentação para explicar o homem e sua natureza.
Não é simples conviver com pessoas. Tudo seria mais fácil com o isolamento. Porém é fato que o isolamento também faz mal a sanidade do homem. A convivência, a sociedade é um mal necessário; um mal que nos corrói e que corrói cada vez mais a alma dos seus integrantes como uma sanguessuga que executa seu trabalho discretamente. Não causa dor, mas explora-te e consome-te as forças a cada passada, a cada ato e gesto. Infelizmente assim é o mundo atual. Um Manicômio Global, como tanto cita Augusto Cury.
Há alguém que compreenda a natureza do homem, que se adapte a ela, que a sorva em toda a sua essência? O tempo dirá. Não sou digno desse conhecimento, infelizmente. Pouco conheço a mim mesmo, muito menos as outras personalidades. Todavia, talvez esse seja o segredo, não? Conhece a ti mesmo. Descubra sua natureza, para então descobrir a natureza do homem. O mundo e as pessoas negam conhecer-se. Negam descobrir-se. É estranho, macabro, caótico. Vivemos em uma época em que o narcisismo é tão constante que é praticamente imperceptível. Vivemos na era das relações superficiais, dos relacionamentos sem espírito, da amizade sem alma.
O que posso fazer? Sou humano, demasiado humano para compreender a natureza humana. Talvez algo ilumine a minha caminhada, mas o futuro é quase sempre incerto, e a vida é uma caixinha de surpresas. Por enquanto sigo, peregrinando pelos labirintos de minh’alma, sorvendo de mim o que eu necessito, e procurando, talvez tão erroneamente, conhecer aqueles que me cercam.
Vinicius" Neres


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