skip to main | skip to sidebar

O Autor

Minha foto
Vinicius Neres
depois que Fernando Pessoa cansou, depois que os eus postiços morreram, depois que a mistura já não era homogênea, depois que a máscara passou a servir tão bem que já não era máscara, e que o alter-ego era só um jeito de negar a verdadeira natureza camaleônica do próprio ser... Mesmo que não uma metamorfose ambulante, mas também não aquela velha e besta opinião formada sobre tudo, Vinicius é aquilo que é. É tudo, e de tudo se fez nada.
Ver meu perfil completo

Marcadores

  • Artigos (1)
  • Crônicas e Contos (5)
  • Frases (7)
  • Pensamentos (12)
  • Poemas (4)
  • Textos de terceiros (7)
  • Textos próprios (23)
  • Título do blog (1)

Sobre este blog

Uma fusão de idéias, textos próprios, textos lidos, opiniões, editoriais, cartas, poemas, crônicas e coisas, tudo sintetizado nesse pequeno espaço. Em suma: Meu arquivo pessoal.

Hoje é dia:

Seguidores

Inscrever-se

Postagens
Atom
Postagens
Comentários
Atom
Comentários

Visitas

Contador
Ferias

Arquivo

  • ► 2012 (9)
    • ► dezembro (2)
    • ► agosto (2)
    • ► julho (1)
    • ► maio (1)
    • ► janeiro (3)
  • ► 2011 (9)
    • ► outubro (1)
    • ► setembro (2)
    • ► junho (1)
    • ► abril (1)
    • ► março (3)
    • ► fevereiro (1)
  • ► 2010 (23)
    • ► dezembro (1)
    • ► novembro (1)
    • ► outubro (3)
    • ► setembro (3)
    • ► agosto (1)
    • ► julho (2)
    • ► junho (2)
    • ► maio (1)
    • ► abril (1)
    • ► março (2)
    • ► fevereiro (2)
    • ► janeiro (4)
  • ▼ 2009 (18)
    • ▼ dezembro (2)
      • Tranquilidade
      • Reciprocidade ou morte!
    • ► novembro (3)
    • ► outubro (5)
    • ► setembro (2)
    • ► agosto (4)
    • ► julho (1)
    • ► janeiro (1)

Triste verdade

"O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro."

Mário Quintana






Ah, Mário, Mário... Tenho a leve impressão que isso já esteja acontecendo.

Algo sobre mim

Algo sobre mim

Ad astra per alia porci

Uma síntese de ídeias desconexas, condensadas em palavras que nunca refletem exatamente a complexibilidade de sua reflexão máter. Essa é a definição disso. Essa é a definição de um texto de opinião. Se alguem definir melhor, por favor, me avise. Definir é delimitar, e tudo que é delimitado nunca é exatamente aquilo que é.

Reciprocidade ou morte!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Saudações humanos!

Esse é a transcrição de uma publicação do Jornal Diário do Iguaçu, em 14 de Dezembro de 2009. Recebi esse texto por e-mail de uma grande e velha amiga e o apreciei muito. Espero que também gostem. Fala sobre o nosso compromisso com o meio natural onde vivemos. Espero que apreciem.

Att,
Vinicius" Neres
_____________________________
Por Leonardo Boff




Hoje vos trago um texto digno de nossa leitura; de um grande teólogo, filósofo, escritor e defensor da prática de sustentabilidade. Leonardo Boff desistiu da carreira eclesiática há alguns anos e passou a dedicar-se a atividades realmente importantes, relacionadas ao meio-ambiente que não conservamos. É sobre isso que o texto abaixo aborda. O cara é tão bom, que prefere andar de ônibus a avião em suas longas viagens pelo Brasil afora; por tratar-se de um transporte coletivo, em que menor quantidade de CO2 é liberada à atmosfera.

"Desde que os seres humanos decidiram viver juntos, estabeleceram um contrato social não escrito pelo qual formularam normas, proibições e propósitos comuns que permitissem uma convivência minimamente pacífica.

Depois surgiram os pensadores que lhe deram um estatuto formal como Locke, Kant e Rousseau. Todos esses contratos históricos têm um defeito: supõem indivíduos nus e acósmicos, sem qualquer ligação com a natureza e a Terra. Os contratos sociais ignoram e silenciam totalmente o contrato natural. Mais ainda, a partir dos pais fundadores da modernidade, Descartes e Bancon, implantou-se a ilusão de que o ser humano está acima e fora da natureza com o propósito de domínio e posse da Terra. Este projeto continua a se realizar mediante a guerra de conquista seguida pela apropriação de todos os recursos e serviços naturais. Atrás sempre fica um rastro de devastação da natureza e de desumanização brutal. Antes se fazia guerra e apropriação de regiões ou povos. Hoje conquistaram-se todos os espaços e se conduz uma guerra total e sem tréguas contra a Terra, seus bens e serviços, explorando-os até a sua exaustão. Ela não tem mais descanso, refúgio ou espaço de recuo.

A agressão é global e a reação da Terra-Gaia [teoria de James Lovelock] está sendo também global. A resposta é o complexo de crises, reunidas no devastador aquecimento global. É a vingança de Gaia.

Não temos outra saída senão reintroduzir consciente e rapidamente o que havíamos deixado para trás: o contrato natural articulado com o contrato social. Trata-se de superar nosso arrogante antropocentrismo e colocar todas as coisas em seu lugar e nós junto delas como parte de um todo.

Que é contrato natural? É o reconhecimento do ser humano de que ele está inserido na natureza, de quem tudo recebe, que deve comportar-se como filho e filha da Mãe Terra, restituindo-lhe cuidado e proteção para que ela continue a fazer o que desde sempre faz: dar-nos vida e os meios da vida. O contrato natural, como todos os contratos, supõe a reciprocidade. A natureza nos dá tudo o que precisamos e nós, em contrapartida, a respeitamos e reconhecemos seu direito de existir e lhe preservamos a integridade e a vitalidade.

Ao contrato exclusivamente social, devemos agregar agora o contrato natural de reciprocidade e simbiose. Renunciamos a dominar e a possuir e nos irmanamos com todas as coisas. Não as usamos simplismente, mas ao usá-las quando precisamos, as contemplamos, admiramos sua beleza e organicidade e cuidamos delas. A natureza é o nosso hospedeiro generoso e nós seus hospedes agradecidos. Ao inés de uma trégua nesta guerra sem fim, estabelecemos uma paz perene com a natureza e a Terra.

A crise econômica de 1929 sequer punha em questão a natureza e a Terra. O pressuposto ilysório de que elas estão sempre aí, disponíveis e com recursos infinitos. Hoje a situação mudou. Já não podemos dar por descontada a terra com seus bens e serviços. Estes mostraram-se finitos e a capacidade de sua reposição já foi ultrapassada em 40%.

Quando esse fator é trazido ao debate na busca de soluções para a crise atual? Somos dominados por economistas, em sua grande maioria verdadeiros idiotas especializados - Fachidioten - que não veem senão números, mercados e moedas esquecendo que comem, bebem respiram e pisam em solos contaminados. Quer dizer, que só podem fazer o que fazem porque estão assentados na natureza que lhes possibilita fazer tudo o que fazem, especialmente, dar razões ao egoísmo e às barbaridades que a atual economia faz, prejudicando milhões de pessoas e que vai minando a base que a sustenta.

Ou restabelecemos a reciprocidade entre natureza e ser humano e rearticulamos o contrato social com o natural ou então aceitamos o rosico de sermos expulsos e eliminados por Gaia. Confio no aprendizado a partir do sofrimento e do uso do pouco bom senso que ainda nos resta."

Publicado em 14/12/09 no jornal "Diário do Iguaçu".

Depois dessa brilhante síntese de idéias, só posso pedir-lhes que repassem esse texto e os ideais que estão contidos nele.

Obrigada!

Com satisfação,
Anne S.

Postado por Vinicius Neres às 16:16  

Marcadores: Textos de terceiros

1 comentários:

- disse...

Salve, salve, Vinícius Neres.

Obrigada por repassar o texto desse insubstituível ser chamado Leonardo Boff que, aliás, esteve em Copenhague aliado a um governo não-brasileiro. Estranho, não? Levamos uma tropa com mais de 700 pessoas para a COP 15. Técnicos, professores, pesquisadores, geólogos, políticos tentando se promover e outros afins.
Tentei me afiliar ao "Planeta Sustentável", pra auxiliar no repasse da prática da sustentabilidade, mas não obtive respostas... Ainda. Aguardarei.

Te desejo, enfim, um 2010 próspero. Não se desvie desse caminho que segues: do eterno aprendizado. Estive com a materialização de ti daqui a uns anos (um parente meu, ministro das relações exteriores, aliás)... E a cada dia, Vini, percebo o quão determinado pra esse caminho você é.
Bona fortuna, meu caro.
Futuramente talvez seja uma mera espectadora da tua vida, mas estarei vibrando com os avanços de Vinícius. Blogs são o início. Em breve, publicações em jornais, livros, palestras. Dedique-se. Sempre haverá um espaço para mentes brilhantes; em qualquer lugar desse mundo profano. No nosso universo superior (ordens), cresceremos ainda mais. Influencie as pessoas com esses bons ideais.

Clarice e Samantha acompanharão esse site; tenha certeza.

Um beijo.

6 de janeiro de 2010 às 16:33  

Postar um comentário

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial
Assinar: Postar comentários (Atom)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Pesquisar neste blog

Blog Design by Gisele Jaquenod | Distributed by Deluxe Templates

Work under CC License

Creative Commons License