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Vinicius Neres
depois que Fernando Pessoa cansou, depois que os eus postiços morreram, depois que a mistura já não era homogênea, depois que a máscara passou a servir tão bem que já não era máscara, e que o alter-ego era só um jeito de negar a verdadeira natureza camaleônica do próprio ser... Mesmo que não uma metamorfose ambulante, mas também não aquela velha e besta opinião formada sobre tudo, Vinicius é aquilo que é. É tudo, e de tudo se fez nada.
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Uma fusão de idéias, textos próprios, textos lidos, opiniões, editoriais, cartas, poemas, crônicas e coisas, tudo sintetizado nesse pequeno espaço. Em suma: Meu arquivo pessoal.

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Triste verdade

"O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro."

Mário Quintana






Ah, Mário, Mário... Tenho a leve impressão que isso já esteja acontecendo.

Algo sobre mim

Algo sobre mim

Ad astra per alia porci

Uma síntese de ídeias desconexas, condensadas em palavras que nunca refletem exatamente a complexibilidade de sua reflexão máter. Essa é a definição disso. Essa é a definição de um texto de opinião. Se alguem definir melhor, por favor, me avise. Definir é delimitar, e tudo que é delimitado nunca é exatamente aquilo que é.

A voz que não se cala

quinta-feira, 6 de maio de 2010


Hoje, meus caros, tive o enorme prazer de ter que escrever um artigo - na verdade tão pequeno que eu o chamaria de "Artículo" - sobre o gênio que ouço quase todos os dias: Frank Sinatra. Por incrível que pareça foi por um trabalho colegial que tive essa oportunidade. Apreciem, é breve mas de coração.

NO ECO DA ETERNIDADE
Por Vinicius dos Santos Neres da Cruz

"Há quase doze anos, completos no próximo dia 14 de Maio, o mundo perdera uma de suas mais representativas vozes, e com ela a alma de toda uma geração musical do mundo inteiro. Frank Sinatra, o descendente de italianos cuja voz atravessou os oceanos una ou em trama com os mais variados artistas, talvez não soe familiar para as mais recentes gerações, mas sem dúvida foi o estrangeiro de popularidade impar em nossa nação. Sua voz grave, porém suave, marca registrada de uma brilhante carreira, somada á típica gravata borboleta e aos ternos e smokings sob os quais se apresentava formavam sua imagem elegante de um típico galã do cinema hollywoodiano em preto-e-branco – não á toa sua lista de participações em filmes não é breve.

O que mais impressionava era a naturalidade de sua canção. Prodígios de técnica vocal eram alcançados facilmente com a serenidade que traz ao olhar a senilidade de um jovem garoto. O rosto tranqüilo, o sorriso suave e a voz estarrecedora encantaram gerações e gerações de ouvintes; seja no dueto consagrado com o tenor italiano Luciano Pavarotti – do qual surgiu talvez a mais ouvida, reproduzida e apreciada versão de My Way – ou no delírio daqueles que se deixaram levar pelo convite “lunático” de Fly me to the moon. Não à toa o mundo o conheceu como The Voice – a Voz. Um artista pop em seus áureos tempos, apesar de que os toques de Blues não serem bem os mais populares na atualidade.

Infelizmente não poderemos nunca mais ouvi-lo cantar ao vivo pelos palcos mundo afora. Para aqueles que não se importam, pouco mudará uma música a mais ou a menos. Entretanto, aos apreciadores da voz – em todos os sentidos que este homem pode representar – sem dúvida agradecem aos modernos equipamentos que puderam preservar estas e tantas outras obras primas dos mais brilhantes artistas em todo o mundo. Sem dúvida o glamour dos chiados do gramofone não se compara a qualquer modernidade; mas ao menos a eternidade guardará para sempre as jóias que as vozes da genialidade humana nos proporcionaram. As grandes vozes não se calam. "
Vinicius" Neres

Postado por Vinicius Neres às 19:08  

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