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Vinicius Neres
depois que Fernando Pessoa cansou, depois que os eus postiços morreram, depois que a mistura já não era homogênea, depois que a máscara passou a servir tão bem que já não era máscara, e que o alter-ego era só um jeito de negar a verdadeira natureza camaleônica do próprio ser... Mesmo que não uma metamorfose ambulante, mas também não aquela velha e besta opinião formada sobre tudo, Vinicius é aquilo que é. É tudo, e de tudo se fez nada.
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Uma fusão de idéias, textos próprios, textos lidos, opiniões, editoriais, cartas, poemas, crônicas e coisas, tudo sintetizado nesse pequeno espaço. Em suma: Meu arquivo pessoal.

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Triste verdade

"O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro."

Mário Quintana






Ah, Mário, Mário... Tenho a leve impressão que isso já esteja acontecendo.

Algo sobre mim

Algo sobre mim

Ad astra per alia porci

Uma síntese de ídeias desconexas, condensadas em palavras que nunca refletem exatamente a complexibilidade de sua reflexão máter. Essa é a definição disso. Essa é a definição de um texto de opinião. Se alguem definir melhor, por favor, me avise. Definir é delimitar, e tudo que é delimitado nunca é exatamente aquilo que é.

Situação familiar

sábado, 23 de janeiro de 2010

O homem esperava a beira da cama pelo filho inquieto. Sua face era de cansaço. Ele estava cansado, mas o filho não o deixava sair.

— Mas a mamãe foi mesmo para esse lugar papai? Foi mesmo? E como eu vou para lá também?
— Não, Leopoldo, não. Foi só um senhor que conheceu a mamãe quando ela tinha a sua idade e pensou nela para escrever a história, querido.

O nome do filho ainda o incomodava. Era seu filho, claramente. Em cinco anos de vida a semelhança era mais do que notória. Os olhos da mãe, mas os cabelos, a personalidade, o rosto... Tudo lembrava o pai. Mas o nome... Principalmente quando a mãe do menino o chamava de “my Prince”. Meu príncipe. Isso o incomodava no nicho mais profundo de sua alma. Leopoldo. Porque não qualquer outro nome. Leopoldo...

— Mas porque ele escreveria uma coisa que nunca aconteceu papai? Por quê?
— Ah querido, os escritores não escrevem coisas necessariamente porque elas aconteceram. Eles simplesmente escrevem. Escrevem o que lhes vem à mente, escrevem o que imaginam!
— Então eu posso escrever o que eu quiser em um livro e as pessoas podem ler?
— Não meu filho, não tudo. Tudo deve seguir as normas morais. Não se pode sair por ai escrevendo qualquer coisa em qualquer lugar! E se alguém se sentir ofendido?
— Mas a mamãe não se sentiu ofendida quando esse homem fez uma história mentirosa sobre ela?

A mulher de cabelos escuros adentrou o quarto do menino. Beijou-lhe a fonte. No marido um beijo na bochecha.

— Não tarde a dormir Leopoldo. Você anda dormindo muito tarde ultimamente.

Apagou a lamparina e convidou o marido a retirar-se.

— Vamos Reginald. Boa noite my Prince... Durma com os anjos.

O marido já estava na sala de estar. Por um momento pensou ter visto um coelho branco pulando apressado em direção ao quarto de seu filho. Olhou para dentro do cômodo. Silêncio. O filho tinha se virado para o lado e já tentava dormir. “Esqueça”, pensou a encantadora mulher. “Bobagens da infâcia”.

Vinicius" Neres

Postado por Vinicius Neres às 19:08  

Marcadores: Crônicas e Contos

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