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Vinicius Neres
depois que Fernando Pessoa cansou, depois que os eus postiços morreram, depois que a mistura já não era homogênea, depois que a máscara passou a servir tão bem que já não era máscara, e que o alter-ego era só um jeito de negar a verdadeira natureza camaleônica do próprio ser... Mesmo que não uma metamorfose ambulante, mas também não aquela velha e besta opinião formada sobre tudo, Vinicius é aquilo que é. É tudo, e de tudo se fez nada.
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Uma fusão de idéias, textos próprios, textos lidos, opiniões, editoriais, cartas, poemas, crônicas e coisas, tudo sintetizado nesse pequeno espaço. Em suma: Meu arquivo pessoal.

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Triste verdade

"O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro."

Mário Quintana






Ah, Mário, Mário... Tenho a leve impressão que isso já esteja acontecendo.

Algo sobre mim

Algo sobre mim

Ad astra per alia porci

Uma síntese de ídeias desconexas, condensadas em palavras que nunca refletem exatamente a complexibilidade de sua reflexão máter. Essa é a definição disso. Essa é a definição de um texto de opinião. Se alguem definir melhor, por favor, me avise. Definir é delimitar, e tudo que é delimitado nunca é exatamente aquilo que é.

Experiência senil

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sabe-se eu, quando vemos, voltamos grande parte de nossa atividade cerebral para a visão. Por isso grande é a percepção auditiva que nos ocorre ao fecharmos os olhos, ou sermos vendados. A atividade cerebral transfere-se para outros sentidos. Mas em vista disso, imagens nos chamam muita atenção. A célebre frase “Uma imagem vale mais que mil palavras”, clichê até o último fio de cabelo, expressa bem isso (apesar de clichês, na maioria das vezes, só me trazerem incômodos mentais). Mas o fato é a imagem. As imagens, como creio que na maioria das pessoas, me chamam muito a atenção. Essa acima, em especial, me tocou. Confesso que fico curioso quando vejo imagens de pessoas. Inconscientemente me pergunto o contexto daquilo. O que estariam fazendo? O que estariam pensando? Quem seria aquela pessoa? Isso me motiva muito a escrever determinadas coisas. Claro, a maioria das imagens desse blog é achada depois do texto, e são influenciadas por ele. Mas essa em particular me fez um chamado. Como se os olhos dessa senhora convidasse-me para uma conversa.

Acho que não cheguei a comentar nunca aqui que, muitas vezes, prefiro a companhia dos ditos “velhos” às pessoas da minha idade. Infelizmente a grande massa dos meus semelhantes não se dá conta do que essas pessoas nos têm a oferecer. Sua sabedoria, seu ser em si, exala experiência. Dessas pessoas ouvimos histórias dignas de roteiros de cinema. Fico surpreso de como uma conversa pode me deixar entusiasmado. Sou um grande admirador do poder das palavras, principalmente da palavra falada, que não passa por revisão, que saem nua e crua da alma de cada ser humano. Mas voltemos à imagem.

Rugas. Admiro rugas. Em grande número de casos rugas não mostram somente experiência, mas simplicidade acima de tudo. Na era das plásticas e modificações “divinas” na aparência, rugas são privilégios dos menos favorecidos. E eis a fina flor da sociedade: os menos favorecidos. Os marginas – e antes que confundam com delinqüentes, marginais são aqueles que estão à margem da sociedade, excluídos – esquecidos, ignorados. Não falo propriamente dos pobres de espírito, ignorantes, delinqüentes, estúpidos, vis, e inúteis de vagam por essas ruas. Estou falando de pessoas simples, que em sua simplicidade trazem a mais profunda sabedoria da vida. A grande maioria destes é idosa, que nem por seus filhos e netos mais são lembrados; mas que bastam alguns minutos com eles para que se possa renovar a alma e ser favorecido com uma dos mais belos conhecimentos da humanidade: a vida. Sim, meus amigos. Essas pessoas, que não são aqueles velhos reclamando de suas dores e doenças, exalam vida. E enquanto mais os anos passam mais vida essas pessoas podem proporcionar a outras pessoas.

Porque não se pode absorver vida enquanto somos jovens? Porque não sentar e ouvir por horas e horas essas pessoas tão simples, mas de sabedoria e essência tão profunda. Porque não aproveitar cada fração daquilo que eles têm a nos proporcionar? Infelizmente ficamos, muitas vezes, tão absortos em nossa vidinha social de festas juvenis, bebedeiras irracionais e coisas sem sentido, que não nos damos conta que uma grande parte do mundo, e talvez a parte mais sábia, está perdendo a vida a cada segundo sem que nós tenhamos aproveitado o que têm a nos oferecer.

Fica o toque.

Agradeço ao blog que me proporcionou essa imagem e o gérmen daquilo que seria esse texto.
Gratidão á: http://bidimensional-sushie.blogspot.com/
Vinicius" Neres

Postado por Vinicius Neres às 23:59 0 comentários  

Marcadores: Textos próprios

Situação familiar

sábado, 23 de janeiro de 2010

O homem esperava a beira da cama pelo filho inquieto. Sua face era de cansaço. Ele estava cansado, mas o filho não o deixava sair.

— Mas a mamãe foi mesmo para esse lugar papai? Foi mesmo? E como eu vou para lá também?
— Não, Leopoldo, não. Foi só um senhor que conheceu a mamãe quando ela tinha a sua idade e pensou nela para escrever a história, querido.

O nome do filho ainda o incomodava. Era seu filho, claramente. Em cinco anos de vida a semelhança era mais do que notória. Os olhos da mãe, mas os cabelos, a personalidade, o rosto... Tudo lembrava o pai. Mas o nome... Principalmente quando a mãe do menino o chamava de “my Prince”. Meu príncipe. Isso o incomodava no nicho mais profundo de sua alma. Leopoldo. Porque não qualquer outro nome. Leopoldo...

— Mas porque ele escreveria uma coisa que nunca aconteceu papai? Por quê?
— Ah querido, os escritores não escrevem coisas necessariamente porque elas aconteceram. Eles simplesmente escrevem. Escrevem o que lhes vem à mente, escrevem o que imaginam!
— Então eu posso escrever o que eu quiser em um livro e as pessoas podem ler?
— Não meu filho, não tudo. Tudo deve seguir as normas morais. Não se pode sair por ai escrevendo qualquer coisa em qualquer lugar! E se alguém se sentir ofendido?
— Mas a mamãe não se sentiu ofendida quando esse homem fez uma história mentirosa sobre ela?

A mulher de cabelos escuros adentrou o quarto do menino. Beijou-lhe a fonte. No marido um beijo na bochecha.

— Não tarde a dormir Leopoldo. Você anda dormindo muito tarde ultimamente.

Apagou a lamparina e convidou o marido a retirar-se.

— Vamos Reginald. Boa noite my Prince... Durma com os anjos.

O marido já estava na sala de estar. Por um momento pensou ter visto um coelho branco pulando apressado em direção ao quarto de seu filho. Olhou para dentro do cômodo. Silêncio. O filho tinha se virado para o lado e já tentava dormir. “Esqueça”, pensou a encantadora mulher. “Bobagens da infâcia”.

Vinicius" Neres

Postado por Vinicius Neres às 19:08 0 comentários  

Marcadores: Crônicas e Contos

Bobagens

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


Olá seres humanos e demais seres aeróbicos que estiverem lendo isso!

Minhas férias estão tranqüilas. Não sei se vocês querem saber isso, mas como quem escreve sou eu, e eu não estou nem ai pra que os outros querem ler e desde sempre nunca fiz questão de ser pop. E não, não estou estressado. Simplesmente me incomoda que eu não possa seguir um método tranqüilo de tranqüilidade e de férias sem interferência de pessoas que interferem nas coisas alheias. Não posso eu simplesmente seguir com minhas leituras e ouvir minha querida Bossa Nova em Paz? E de vez em quando relaxar no jazz simplesmente não fazendo nada. No ócio total e completo de minha vidinha simples e completa? Porque o mundo requer força de vontade para cumprir um monte de protocolos de inutilidades fúteis e sem serventia em um tedioso ciclo social que arranca as entranhas do verdadeiro ser próprio de cada ser humano. Ser ou não ser, eis a questão! Pobre Shakespeare, que deve estar dando “duplos twists carpados” em seu túmulo por uma frase tão usada por tanta gente que nem sequer sabe que Sir Willian escrevia teatro, e muito menos faz idéia de quem é esse “tal de Hamlet”. Ó céus, ó vida, ó azar. Quis escrever hoje, simplesmente escrever. Tudo sai assim, vomitado da mente. Não, não me deu o trabalho de gestar nada em minha mente, simplesmente deixei que o teclado me levasse. Agora, por exemplo, estou ouvindo uma versão tão depressiva de Besame Mucho, que se eu não estivesse tão tranqüilo eu teria me matado. Não, ao penso em me matar regularmente. Isso foi ironia baby. Posso fumar um charuto? Ah, é, você não decide nada. Vou imaginar que eu estou fumando um charuto então. Pronto, agora estou em um Café, em Paris, próximo a torre de Eiffel, com uma brisa de outono soprando no rosto, com um ótimo sobretudo bem ao estilo máfia russa, tomando um café preto, sem açúcar, e degustando um charuto cubano legítimo ao ouvir um cara magro tocando violino ligeiramente à minha esquerda. Deixe-me apreciar o momento. Vão embora e esqueça tudo o que eu falei. Escrevi. Vomitei ai nesse texto sem pé nem cabeça. Mas agora, deixe-me sentir a brisa de Paris em Paz.

Bonne nuit!
Vinicius" Neres

Postado por Vinicius Neres às 21:37 0 comentários  

Marcadores: Pensamentos

Navegar é preciso...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: ‘Navegar é preciso; viver não é preciso.’ Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo. Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade. É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa raça."


Fernando Pessoa

Postado por Vinicius Neres às 23:46 2 comentários  

Marcadores: Frases

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