Diante de ti, ó alma, eu colocarei princípios eternos. Integra-os à tua essência
a fim de que os possuas, e sê penetrada da verdade, como te convenceste de que
o fogo consome as coisas e, por natureza, é quente e seco, e de que a água sacia
a sede e, por natureza, é fria e úmida.
a fim de que os possuas, e sê penetrada da verdade, como te convenceste de que
o fogo consome as coisas e, por natureza, é quente e seco, e de que a água sacia
a sede e, por natureza, é fria e úmida.
E se algumas coisas te parecerem um tanto obscuras, volta-te para ti mesma,
para tua consciência, protegendo assim tuas faculdades da oposição e da confusão.
Então, pelas coisas exteriores, serás conduzida à visão interior. Exatamente
como alguém que ao olhar uma pintura adivinha a existência do pintor e, pelo
jogo das linhas da pintura, vê o movimento da mão do criador animada pela
inspiração, assim também o espectador toma parte na idéia do criador.
Ocorre o mesmo com tudo, ó alma. Como o criador não é imediatamente perceptível,
podemos nos aproximar dele por meio de suas obras.
podemos nos aproximar dele por meio de suas obras.
Da mesma forma podemos meditar sobre o Criador do Universo através de
suas obras e meditar sobre as obras do destino.
Eu te peço, ó alma, que medites sobre todas as coisas, quer as percebas pelo
pensamento ou pelos sentimentos. E sabe que o que existe verdadeiramente é a
Causa Primeva, a plena luz, que te oferece a possibilidade de conheceres a natureza
interior das coisas e suas sutis variações. Em suma, a Gnosis.
Hermes Trimegistus


