
Hoje, meus caros, tive o enorme prazer de ter que escrever um artigo - na verdade tão pequeno que eu o chamaria de "Artículo" - sobre o gênio que ouço quase todos os dias: Frank Sinatra. Por incrível que pareça foi por um trabalho colegial que tive essa oportunidade. Apreciem, é breve mas de coração.
NO ECO DA ETERNIDADE
Por Vinicius dos Santos Neres da Cruz
"Há quase doze anos, completos no próximo dia 14 de Maio, o mundo perdera uma de suas mais representativas vozes, e com ela a alma de toda uma geração musical do mundo inteiro. Frank Sinatra, o descendente de italianos cuja voz atravessou os oceanos una ou em trama com os mais variados artistas, talvez não soe familiar para as mais recentes gerações, mas sem dúvida foi o estrangeiro de popularidade impar em nossa nação. Sua voz grave, porém suave, marca registrada de uma brilhante carreira, somada á típica gravata borboleta e aos ternos e smokings sob os quais se apresentava formavam sua imagem elegante de um típico galã do cinema hollywoodiano em preto-e-branco – não á toa sua lista de participações em filmes não é breve.
O que mais impressionava era a naturalidade de sua canção. Prodígios de técnica vocal eram alcançados facilmente com a serenidade que traz ao olhar a senilidade de um jovem garoto. O rosto tranqüilo, o sorriso suave e a voz estarrecedora encantaram gerações e gerações de ouvintes; seja no dueto consagrado com o tenor italiano Luciano Pavarotti – do qual surgiu talvez a mais ouvida, reproduzida e apreciada versão de My Way – ou no delírio daqueles que se deixaram levar pelo convite “lunático” de Fly me to the moon. Não à toa o mundo o conheceu como The Voice – a Voz. Um artista pop em seus áureos tempos, apesar de que os toques de Blues não serem bem os mais populares na atualidade.
Infelizmente não poderemos nunca mais ouvi-lo cantar ao vivo pelos palcos mundo afora. Para aqueles que não se importam, pouco mudará uma música a mais ou a menos. Entretanto, aos apreciadores da voz – em todos os sentidos que este homem pode representar – sem dúvida agradecem aos modernos equipamentos que puderam preservar estas e tantas outras obras primas dos mais brilhantes artistas em todo o mundo. Sem dúvida o glamour dos chiados do gramofone não se compara a qualquer modernidade; mas ao menos a eternidade guardará para sempre as jóias que as vozes da genialidade humana nos proporcionaram. As grandes vozes não se calam. "
Vinicius" Neres
