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Vinicius Neres
depois que Fernando Pessoa cansou, depois que os eus postiços morreram, depois que a mistura já não era homogênea, depois que a máscara passou a servir tão bem que já não era máscara, e que o alter-ego era só um jeito de negar a verdadeira natureza camaleônica do próprio ser... Mesmo que não uma metamorfose ambulante, mas também não aquela velha e besta opinião formada sobre tudo, Vinicius é aquilo que é. É tudo, e de tudo se fez nada.
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Uma fusão de idéias, textos próprios, textos lidos, opiniões, editoriais, cartas, poemas, crônicas e coisas, tudo sintetizado nesse pequeno espaço. Em suma: Meu arquivo pessoal.

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Triste verdade

"O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro."

Mário Quintana






Ah, Mário, Mário... Tenho a leve impressão que isso já esteja acontecendo.

Algo sobre mim

Algo sobre mim

Ad astra per alia porci

Uma síntese de ídeias desconexas, condensadas em palavras que nunca refletem exatamente a complexibilidade de sua reflexão máter. Essa é a definição disso. Essa é a definição de um texto de opinião. Se alguem definir melhor, por favor, me avise. Definir é delimitar, e tudo que é delimitado nunca é exatamente aquilo que é.

A ignorância e o povo

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Muitas vezes aspiramos por futuros melhores, imaginando que a situação de que o povo se encontra hoje melhorará com o passar do tempo; mas a cada dia mais tenho certeza que esse pensamento é errôneo. No futuro, como muitas vezes ocorreu no passado, demagogos moverão grandes massas ainda com habilidade. Basta um bom discurso, uma idéia complexa e um cara carismático.

Por vezes e vezes bradei o velho adágio de que “da ignorância, somente da ignorância o povo precisa ser libertado”; mas acreditem meus amigos, o povo não quer ser libertado da ignorância. A ignorância é ébriante e viciante. Entendo agora verdadeiramente que a ignorância, não a religião, é o ópio do povo. Não se pode livrar um dependente de uma dependência sem que ele consinta, fato. As massas sentem-se confortáveis com pessoas que pensem por elas, que ajam por elas, e que tomem as decisões por elas. É cômodo, é confortável. Enquanto o mundo real acontece, eles podem devanear em seu mundo de ilusões, cheio de fofocas, bebedeiras e “coisas maneiras”. Liberdade para que? A democracia para os ignorantes é uma grande demagogia, sinto muito em dizer. O poder é para poucos, e esses poucos é que verdadeiramente fazem acontecer – seja para o bem, seja, infelizmente, para o mal.

O mundo das ilusões é preferível ao real. A maioria dos seres humanos passa toda a sua vida vivendo nesse confortável meio, e deixando de viver a vida real. Conheço milhares de pessoas assim, e não é tão difícil encontrá-las. Olhe para os lados: pessoas fracas, que vão de acordo com a onda, sem opinião; ou aquelas cuja opinião é sempre seguida, mas que em sua própria opinião reside o ilusionismo do mundo e da sociedade.

O grande segredo é saber transitar entre os mundos. Poder conviver com todas estas pessoas vivendo na ilusão, podendo ser crítico e incontaminável pelas drogas da cegueira ilusória e da ignorância. Os que caem na real e não conseguem ser flexíveis a esse ponto enlouquecem, afastam-se da sociedade a tal ponto de criar em si uma mente doentia. Ver a realidade não é fácil, certamente; mas isolar-se da humanidade é o pior dos remédios. Transite. Seja flexível. Viva cada detalhe de sua vida, cada parcela do mundo e ria ou se compadeça do mundo à sua volta, ébrios de futilidades e ignorância; mergulhados nas trevas que lhes cegam.

Resta-nos somente esperar. Envelhecer a cada dia, enquanto nossas células perdem água e nossos órgãos ficam cada vez mais frágeis com o passar das décadas. Tenho certeza que, mas cedo ou mais tarde, voltarei a bradar aquele velho adágio; entretanto sinto dizer que não poderei livrar aqueles que não desejarem ser livrados. Aquele que não busca a luz, não correrá atrás dela entre as trevas. Aquele que adora ilusão não criará a ordo ab chao.


Que o pai celestial ilumine nossa caminhada!

Vinicius" Neres

Postado por Vinicius Neres às 15:36 1 comentários  

Marcadores: Textos próprios

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